Cabeça de Vento

Meu primeiro post: Nova série pro blog!

08 dezembro 2014 |


Oi gente! Meu nome é Alícia, tenho 16 anos e vou passar a postar aqui no Cabeça de Vento :)
Inicialmente, vou postar uma série de viagens, e a primeira parte dela (uma minissérie sobre uma cidade que vocês vão descobrir daqui a pouco) começa hoje! 



Desde pequena, eu sempre gostei de viajar.  Minha primeira vez num avião foi quando eu tinha 3 anos e fui pra São Paulo com meus pais. Não lembro de muita coisa, mas deve ter tido barra de cereal no lanche.

Desde então, foram incontáveis as vezes que eu viajei, fossem os 123km de Recife até Peroba - uma praia em Alagoas para a qual eu vou todo ano desde pequena – ou a maratona Recife – Nova York (passando por Miami ou pela Cidade do Panamá).

E é justamente de minhas experiências com essa maratona (e do destino dela) que eu vou falar nesse post. Nova York é incrível, pulsante, cheia de lugares incríveis e gente comendo pizza nas ruas.

Falando em pizza, vamos começar por uma das melhores partes de toda viagem: a comida. Nova York, sendo um misto de culturas e ghettos, tem muita variedade de comida a oferecer! Claro, se alguém vai a Nova York, em algum momento vai sentir vontade de provar aquelas comidas de filme americano: a pizza com o queijo derretido, o hambúrguer suculento, o cachorro quente. Então, sem mais delongas, aqui vão uns lugares mega legais pra se sentir em um filme made in the US:

Pra comer Hambúrguer: Five Guys e TGI Friday’s


A Five Guys é uma tradicional (e típica) lanchonete fast-food americana: o ambiente é simples, a decoração é meio retrô e o cheiro de hambúrguer é maravilhoso, mas o que interessa mesmo são os hambúrgueres. E que hambúrgueres. Grandes, feitos na hora e com o queijo mega derretido, eles são embrulhados em papel alumínio e acompanhados de uma batata frita super crocante e refrigerante da máquina. O preço pelo cheeseburguer? U$9,00.  Vale a pena desembolsar um pouco mais pra aproveitar essa maravilha.

Já o TGI Friday’s é um pouco diferente. Enquanto o Five Guys é no estilo fast food mesmo, no Friday’s os pratos são servidos a la carte. O ambiente é muito legal, tem TVs que costumam passar baseball ou algum outro esporte que esteja ao vivo, e o atendimento é ótimo!

O hambúrguer de lá é grande e muito bom, mas eles também tem outras opções (até vegetarianas! Não provei, mas minha prima deu uma chance e achou a comida ótima) mais “refeição” mesmo, o cardápio é bem variado. O preço é mais salgado que na Five Guys, mas isso se deve ao fato do Friday’s ser mais “restaurante”que a Five Guys.



Pra comer pizza: Sbarro e Little Italy’s

A Sbarro é uma rede de pizzarias presente em vários países que serve pizzas ao melhor estilo Nova York. Ela é a pizzaria favorita de Michael Scott (alguém aí assiste a The Office?)! Vendida por fatias, a pizza de lá é muito boa! O queijo derrete fácil e o molho é uma delícia. O preço gira em torno de U$4,00 pra pizza de mozarela.


A Little Italy serve pizzas no mesmo estilo que a Sbarro, mas num preço um pouco melhor (cera de U$3,00) pela fatia. A diferença é que na Little Italy, as coisas são mais simples. Não tem tantas lojas espalhadas pela cidade, e o ambiente é bem simples. Geralmente, tem uma placa pedindo aos clientes pra não passarem mais de 11 minutos ocupando as mesas, porque sempre tem gente por lá, afinal a pizza é muito boa, barata e a fatia é enorme! Vale a pena passar lá pra comprar e sair comendo, se sentido um verdadeiro yankee.


 Pra comer cachorro quente: Central Park

Sim. O clássico. Quem vai a Nova York e não come um cachorro quente das dezenas de carrinhos espalhados pelo perímetro do Central Park tem que voltar lá. No melhor estilo New Yorker – pão e salsicha, com a opção de adicionar ketchup e mostarda -  os hot dogs ficam na faixa de U$2,00, e geralmente quem tá com fome come até 2 ou 3 vezes. É uma ótima ideia comprar um hot dog e ir comendo, andando e observando todo o movimento ao redor. Nova York deve ser admirada de todos os ângulos possíveis, e um dos melhores deles é o Central Park.


Bônus: Cafe Metro

E agora, um dos meus lugares favoritos de todos os tempos! O Metro Café vende de tudo, desde cupcakes, passando por sanduíches (o meu favorito é o Chicken Parmegiana) até uma das melhores coisas que já provei na minha vida: O Brownie de Oreo.



(Essa foi a única foto que encontrei, mas tive que colocar: sonho com esse brownie até hoje.)

O metro é um lugar ótimo pra se fazer um lanche rápido ou até almoçar quando se está com mais pressa. O atendimento é rápido e a comida é ótima!


Bem gente, por hoje é só! Em breve, vou voltar com o segundo post da série!



Não me pergunte o que eu faço

01 julho 2014 |
Uma das perguntas que eu mais odeio em ter que responder é "O que você faz?". A conversa aqui só pode tomar dois rumos: 
Rumo número UM: O cara se arrepende profundamente de ter perguntado. Enrola mais um pouco, finge que vai buscar uma cerveja e nunca mais aparece. Nesse caso, eu agradeço a Deus que tenha tomado esse rumo. Porque o segundo é o que eu acho ainda pior. 
Rumo número DOIS: O cara engole em seco e começa a elogiar o fato de eu fazer medicina em uma federal. Puxasão de saco, em geral. Fala que é muito difícil e que eu devo ser muito inteligente. Mas meu reflexo dentro dos seus olhos tem estampado na minha testa "PROBLEMA". Do nada, vou de uma pessoa interessante para uma pessoa absurdamente inteligente. Como se um curso definisse quem eu realmente sou e eu me resumisse aquilo. A conversa continua durante alguns minutos, avança e depois: Fim. Nunca mais o vejo.
Não estou tentando me gabar, vangloriar e nada do tipo. Longe de mim fazer isso. De fato, eu trouxe o tema para a discussão porque, há alguns dias atrás, a última conversa que tive com um garoto culminou no questionamento do meu IRA (índice de rendimento acadêmico, reflete as suas notas na faculdade). E então a conversa acabou por ali. Depois da resposta, do nada, ele se despediu. Deu uma desculpa esfarrapada e nunca mais voltou a falar comigo. E pensar que eu achei que pelo menos ele fosse diferente. 
Outro motivo foi um texto em que li no site do Estadão e que todos estavam compartilhando nas redes sociais, que dizia que as mulheres deveriam parar de achar que os homens não estão preparados para (e não querem) uma mulher independente. Por partes, confesso que a autora tem razão. Mas quantas vezes ela já teve que responder o que eu respondo? Quantas vezes ela já viu caras sumirem depois de obterem a resposta? Quantas vezes ela já pensou em mentir a própria profissão porque não aguentava mais essa babaquice?
Mais uma vez eu reforço, eu, de maneira alguma, acho que uma profissão ou um curso esteja acima de outro. Vejo todos como iguais e gostaria de ser tratada da mesma forma. Não são as notas das pessoas ou o que elas fazem da vida naquele momento que irão resumir um caráter ou uma personalidade. Mas sim as atitudes que elas tomam durante a vida inteira. Ao questionar alguém sobre o que a pessoa faz, nunca deixe um preconceito simples e bobo tomar a sua cabeça. 
E ao ser questionada (ou questionado) sobre o que você faz da vida, não minta. Abra um sorriso cheio de orgulho, encha o peito e diga a verdade. Eu nunca menti. Por mais que eu tenha pensado várias vezes em fazer isso, eu sempre falei a verdade. Porque eu tenho orgulho do que faço e sou segura o suficiente para saber que não sou apenas um estereotipo. 
E quanto ao cara, eu espero que ele tenha sumido porque não queria nada comigo desde o começo. E só por causa do meu IRA e do meu curso. Porque é difícil pensar que alguém que eu achei que tivesse tanto potencial possa ter uma mente tão pequena. 



Eu tinha parado com Clarice Falcão

20 junho 2014 |

É engraçado como você pode descobrir exatamente como eu me sinto através da música que eu estou ouvindo. Deixei há algumas semanas de ouvir Clarice Falcão. Saí do meu fundo de poço imaginário, da minha sarjeta e dei lugar para uma garota determinada a não se deixar levar mais uma vez. O QUE ERA UMA MENTIRA IMENSA. Já que no fim das contas, meu objetivo era exatamente o contrário. Me deixar levar. Finalmente, abrir meu olho e falar: Viu?! Você merece um cara legal.
Então, os passos eram: dê uma chance, fale a verdade, não dispense, e se ele te fizer rir... Aí sim você vai poder pensar nele no dia seguinte. E não deu outra. Mas ainda assim, você é uma garota forte, determinada. Acabou de passar por uma fase difícil. Não se deixe levar tão facilmente. Mas já era, as redes sociais abriam outros caminhos e seu nome já estava lá esperando minha confirmação de amizade antes mesmo de eu deixar o local da festa.
Conversamos duas vezes. Aquela faísca de esperança apareceu finalmente, que fiz questão de deixar bem baixinha para não acabar me decepcionando. Mais de uma semana se passou, e eu me agradeci por ter feito isso. Nem mais uma palavra dele.
E foi quando finalmente encontrei ele não em um bar qualquer. Mas no bar que - por causa da frequência com que vou - chamo de lar. E foi ali, no fim da noite, que eu quis cavar a minha cova no chão, logo ao lado dos hectares onde eu tinha plantado esperanças. Parece que alguma coisa saiu do controle.
Como falar isso sem parecer esquisito? Mas eu gostava dos beijos dele, do perfume, do jeito que ficávamos abraçadinhos em silêncio e, acima de tudo, do jeito que os amigos dele falavam comigo. Como se eu tivesse sido o assunto de várias conversas e como se todos eles estivessem torcendo por nós dois. E é agora que eu percebo pela vigésima vez que eu estou sorrindo sozinha enquanto escrevo esse post. Porque, finalmente, as coisas ficaram um pouco mais claras na minha cabeça. Pela primeira vez, eu via algo que seguia nas duas direções e que eu não estava, mais uma vez, descendo pro fundo do poço.
Só que agora eu estou com medo. Um medo que, me desculpem, mas não consigo colocar em palavras. Eu só queria algumas palavras. Algumas palavras pra me darem mais certeza sobre o chão em que estou pisando. Porque, apesar dos meus 20 anos, estou me sentindo como uma garota de 12 e tudo isso é muito novo pra mim.
Mas como uma sábia pessoinha me disse agora a pouco, se eu não me entregar, ninguém vai poder ser feliz por mim. É hora de me arriscar, porque já tive tempo de colocar minha cabeça em ordem. E uma baguncinha nunca fez mal a ninguém.
E se você, em algum momento desse post, se perguntou: o que eu estou ouvindo? Adivinhem. 
Clarice Falcão. De novo.



Eu não mereço isso

31 maio 2014 |
Só queria te falar que eu não mereço isso. Eu não mereço e mais ninguém. 
Talvez, no fundo, eu tenha ficado até feliz porque aconteceu comigo, e não com uma pessoa que se apega demais. Bom, pelo menos foi com a Fulana: fria, sem coração. Fulana a qual, aos poucos, construiu uma amizade mais sólida que diamante - ou achou que construiu - e acabou se apegando. E agora estou aqui: exausta, cansada e, bom, eu desisto. 
Desisto de tentar fazer dar certo, quando eu sou o único lado que luta. Desisto de tentar fazer você ficar, quando você deixa claro que aqui você não é feliz e que você queria estar mesmo é em Nova York junto com seus antigos amigos. Desisto de tentar fazer sorrir toda vez que você emburra sem motivos nas madrugadas. Desisto de tentar fazer seu dia melhor. Desisto de me ver falando sozinha. Desisto de tentar fazer você responder aos meus sorrisos. 
Eu já deveria ter desconfiado disso. Eu não estou errada em perder sem querer algumas amizades antigas com quem eu não tenho mais assunto. Mas quando se cultiva essas amizades antigas, a ponto de preferir desabafar com alguém que não pode fazer nada por você do que com aquela que está sempre ao seu lado? Bom, eu deveria ter desconfiado mesmo. E agora, eu estou aqui: me sentindo uma palhaça. De que adianta eu ter investido tanto tempo nessa amizade, se está claro que eu não sirvo pra nada? Se quando você precisa de um ombro pra chorar, você se enterra nas mensagens de seus outros amigos no seu celular. Ou quando você se sente sozinho e ao invés de me procurar, você se distancia mais ainda. 
Só me responda: qual o meu papel nisso tudo? 
Percebi que todo esse tempo eu não era nada mais que uma muleta. Que enquanto eu te considerava "my person", eu não era nada mais que Kepner - a garota irritante, enterrada nos próprios sonhos infantis e nas próprias crenças. E que eu não sou o bastante para aguentar problemas de gente grande. 
E eu achando que era só a sua TPM. Que logo ia passar e a amizade ia continuar. Talvez ainda seja sua TPM. Só não sei se aguento isso todo mês.



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